sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DIGA NÃO A EXPLORAÇÃO DE CAVALOS

Qual é a primeira imagem que lhe vem na cabeça quando pensa num cavalo???


Eu, particularmente, penso logo num cavalo viril, forte. Cavalo lembra força, não é?
E bota força nisso...




Mas, quem, pelos céus, usurpa toda a força dos resistentes cavalos, e depois os deixa desse jeito?









   Não contente em explorar o cavalo (sim, o uso de carroças é exploração dos cavalos), os tiram a vitalidade, não tratam bem, não os alimentam, não cuidam. Deixam que o cavalo morra à míngua. 
         
   Analisando a situação como um todo, existem muitos fatores que depõem contra a permanência das carroças nas ruas. A maior parte das cidades atualmente não comportam carroças, que atrapalham o trânsito, uma vez que os carroceiros muitas vezes não sabem das regras de trânsito, e também por vezes são adolescentes quase crianças que comandam a carroça. Se já foram criados e bem desenvolvidos transportes que não são de tração animal, por que explorar os bichos, muitas vezes os forçando além do seu limite? Por que não tem como comprar um carro? Acontece também que a manutenção de um cavalo não é barata...só que muitas vezes os carroceiros ignoram isso, aí, o resultado disso são cavalos maltratados, subnutridos, raquíticos, que continuam carregando pesos e mais pesos. Não é só porque o cavalo suporta carregar bastante peso que ele tem que carregar um peso exacerbado, trabalhar cansado, subir lombas enquanto leva chicotadas, só porque o seu dono quer chegar rápido ao seu destino, e não está nem aí se o animal está com sede, fome, ou se as parafernálias na sua cara o estão incomodando...
    Ademais, conforme disse Fair Soares ( leia mais abaixo), presidente da ong Chicote nunca mais, o cavalo é campeiro, não é pra ficar esperando horas "estacionado" em qualquer esquina, morto de sede, sem nenhuma graminha verde pra pastar, enquanto espera seu dono fazer sei-la-o-que por horas a fio. Imagine só, vamos colocar um humano nessa situação: 

"Fulano acorda, mal pode comer direito e puxa a carroça de seu dono. Quando chegam no destido, Fulano é amarrado em um canto no asfalto, perto do cordão da calçada, enquanto vê seu dono se afastar. E ali ele fica...olhando as outras pessoas passarem, enquanto ele fica ali parado, sem saber quanto tempo terá de ficar ali, com aquelas viseiras, ou antolhos, que os impedem de ter uma visão ampla do que acontece a sua frente."

    As pessoas se julgam donas dos animais, da vida dos animais....MAS ISSO É UM ABSURDO. É uma escravidão, tal qual (ou pior) aquelas que próprios humanos eram submetidos em séculos passados. 

   Muito interessante e válido o trabalho que Fair Soares faz. Vale a pena conferir o artigo inteiro no site "Porto Alegre Melhor - Sem carroças".

         Fair Soares comanda a ong "Chicote nunca mais", que procura dar assistência para os chamados "cavalos de asfalto". Concordei bastante com o que Fair disse, que está no artigo do site Porto Alegre Melhor ( http://www.portoalegremelhor.org) , tanto que o trouxe para esta postagem:
“Porque é medievalidade o que fazem com os cavalos, na frente das autoridades constituídas. Ao meu ver, o povo constroí a cidade onde quer viver. Construção envolve trabalho, mesmo que esse trabalho seja não calar diante da barbárie. Se eu me calar vou viver num Estado bárbaro. Sinceramente, não é isso que eu quero para as futuras gerações. Hoje se constrói o amanhã e quem cala consente! A população anda como se os cavalos fossem invisíveis, por absoluta covardia. Os covardes é que fazem aumentar a violência nos centros urbanos. Cavalo é campeiro e temos que exigir que fiquem no campo. Enquanto admitirmos o relho, que é crime, o espancamento, que é crime, a sobrecarga, até a exaustão do cavalo, estaremos admitindo todo tipo de violência social”.

                                                                  Fair Soares, presidente da ong "Chicote nunca mais"


CARTA DE ALFORRIA AOS CAVALOS! 
Eles não tem culpa se os humanos precisam se locomover!




    

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